quarta-feira, junho 23, 2010

Quando a estrada se alonga
Num mormacento janeiro
O coração do campeiro
Mescla silêncios e coplas
Pra reduzir os caminhos
Pelas patas de algum pingo

Tranqueia tranquilo o gateado
Enquanto o freio balança
Mas quem vem com as mãos na trança
Decide o rumo a seguir
A assim por bem domado
Segue esse rumo traçado

No lombo deste cavalo
Cruzou caminhos e sangas
Levando e trazendo changas
Pelo Rio Grande bagual
E os tentos que traz trançados
Foram feitos por dedos e calos.

Cresce a noite pelos campos
Escurecendo os caminhos
Segue seu rumo sozinho
Até chegar ao destino
Se sente então um menino
Desafiando o mundo
Desincilha seu companheiro
E larga pro campo dos fundos

Assuviando alguma marca pras estrelas
se aconchega nos pelegos
pra fazer um mate dos buenos
e descançar de sua lida
agradecendo a vida
por ter nascido campeiro.

Por: Vitor Moreira e Tarsila Viégas

3 comentários:

  1. \o/ boa essa, muito boa...
    baita dupla esses que fizeram essa poesia.

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  2. AOEIAOEIOAIEOAIEOAIE' a maior parte foi tu que fez né --'

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  3. não é verdade...
    tu fez muito mais que eu.

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